Quarto.

Meu quarto, meu refúgio.

(Refúgio mal-cheiroso, que eu não fujo ao cliché do rapaz adolescente que cheira mal dos pés).

 

Declaro o caos: pedaços e excertos de livros, páginas, poemas espalhados pelas paredes.

Imagens dos meus deuses maiores, perpendiculares à cama. Páginas de revistas, pessoas a grunhir, mulheres que exclamam We Can Do It! e sons.

 

Sons que batem nas paredes, amadurecem no cérebro e saiem pelas mãos.

 

Deito-te. Rebolo. Dispo-me. Volto a vestir-me. Adormeço. Até amanhã refúgio mal-cheiroso.

publicado por Gualter Ego às 16:15 | link do post | comentar