...

"Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television. Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed-interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics.

Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life . . . But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life: I chose something else.

 

And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you've got heroin?"

 


Quem precisa de razões, pertintentes justificações, ou desculpas convincentes, quando se tem, de forma lúcida, sáudavel, a loucura?

O que mais nos pode tornar diferentes, o que mais nos pode tornar em pessoas menos aborrecidas, menos normais, fazer gritar as necessárias palavras de intervenção, pintar a olho, com os dedos, tanta coisa por fazer, que tem e precisa de ser feita, mudar este mundo, sem querer, esvaziá-lo de rotina, de tempo, de pressa, enchê-lo, ao mundo, de invulgaridades, letras, sons e silêncios, se não a loucura?

Não escolham uma vida perpétua, escolham a vida eterna, não no pão que é carne, mas na carne que é potencial.

Parem de viver, à medida que apodrecem.

 

 

Façam o favor de enlouquecer!

publicado por Gualter Ego às 21:24 | link do post | comentar