#11

Mão direita de dedos flagelados

E unhas grandes,

Que não se cansa de fazer as cordas

Vibrar.

 

A mesma mão direita

Que já foi perfeita

E te afagou os cabelos

E te secou as lágrimas

 

A mesma mão direita

Que já foi perfeita

E segurou cartas de amor

Ridículas.

 

Mão esquerda,

Outrora descartável,

Que nunca segurou os teus cabelos

E agora é maestra

Dos meus sons.

 

Sons,

Que enchem o vazio que nunca preencheste.

 

 

publicado por Gualter Ego às 20:15 | link do post