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Quando ela arqueia as costas num gemido entre os lábios que morde até ao sangue e tudo o que é músculo contrai num espasmo de amor-mártir e as suas unhas lavram linhas de lume na minha lividez de porcelana quebrada e o seu pescoço treme de esforço como os joelhos se batem de descontrolo e as suas bochechas roseiam do prazer que vem como uma catástrofe, eu sinto que ganhei a vida e que tudo o que fiz me trouxe até ali sem pedir licença e que de nada mais preciso na vida e fecho os olhos e mergulho de novo para dentro dela.

publicado por Gualter Ego às 23:29 | link do post