Beirão.

Estou todo mordido das melgas,

Mordido do escuro que faz às quatro da manhã,

Farto de fazer rimar o corpo com o resto

E farto de dar o corpo ao manifesto.

 

Vou afogar-me em beirão,

Acender a luz do coração,

Deixar de parte toda a arte,

E martelar em letras a desrazão.

publicado por Gualter Ego às 19:16 | link do post | comentar