Domingo, 29.05.11

cit.

Eu não me importo

Se eu não presto,

Eu tenho planos para lá de mim;

E tu és só o que eu te empresto.

 

                    - Foi No Teu Amor, Manel Cruz.

publicado por Gualter Ego às 15:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)

ui.

Tropecei

E caí de dentes no chão.

E que alívio foi, depois de cair,

Assentar no chão.

Dali não passo,

Não há mais para onde ir.

 

Au.

publicado por Gualter Ego às 01:59 | link do post | comentar

Egu.

Tentei debruçar-me sobre mim próprio,

Limar umas arestas,

Engomar uns vincos,

Ler-me como uma carta militar,

E depois reparei que tinha demasiado sono,

(E um ego obeso)

E deixei de me preocupar.

publicado por Gualter Ego às 01:56 | link do post | comentar

Funerais.

Tocaram os sinos da aldeia,

Debaixo de uma chuva forte,

Tocada a vento.

Pairava um cheiro a desalento.

 

Foram dois toques de defunto,

Defunto macho, pelo jeito do eco dos sinos

E todos os velhos homens da aldeia pensaram assim:

- Quem terá sido o filho da puta sortudo

que se foi antes de mim?

 

- Que insolência,

Aposto que morreu só para fazer pirraça,

Assim eu vou ao funeral dele,

E ele não vem ao meu.

publicado por Gualter Ego às 01:48 | link do post | comentar

Des.

Estava no café sentado, e bem acompanhado,

Quando me perguntaram se o que eu queria era descafeinado

E eu, ofendido, respondi:

- Antes a morte,

Que tal sorte!

publicado por Gualter Ego às 01:46 | link do post | comentar

111111113

Passam já vinte e três minutos

Das zero horas do vinte e nove de Maio

Deste ano infame e desembraiado

Chove

E nada mais se move.

C

   h

      o

        v

          e como quem a entorna,

A chuva das chuvas,

A ira das iras,

Este nosso deus tem incontinência,

Ora faça favor, vossa excelência.

publicado por Gualter Ego às 00:21 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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