Domingo, 27.02.11

Os corvos.

Não sei se direi se cantam ou gritam, os corvos. Certamente, isto não será cantar. Gritar, porém, faz muito mais sentido, perante os arrepios que sinto ao ouvi-los. Os corvos estão a gritar, portanto. Esta noite está mais escura que as outras noites; a lua está alta, derretendo-se em nuvens de fumo ingrato.

Que novidade é esta, corvos que gritam, perguntam vocês, julgando-me com os vossos olhos e as vossas sobrancelhas deveras expressivas. É que os corvos, meus senhores, nunca gritam de noite. Será presságio de morte, segundo os antigos. A questão que se impõe é, assim, quem será o sortudo a quem os corvos já traçaram tal destino.

publicado por Gualter Ego às 01:27 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Quinta-feira, 24.02.11

Acabar.

Não me recordo de outro futuro que não a morte e isso enche-me alma de indelével tristeza. Eu acabar para o mundo é o mesmo que o mundo acabar.

publicado por Gualter Ego às 19:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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