Viver, voar e tocar.

Vida será para mim,

O que água será para a vida.

De tormentos seja ela desprovida,

Desconcertante fingimento que tu és, Vida,

E renegarei a tudo o que sou.

 

Bebo da mesma água que me lava:

É a imundice que me faz viver.

De tudo o que eu sou, de nada me sei,

Em tudo o que dei, nada é meu.

Se toquei,

Virou costas e voou.

 

Meu amor, por ti cantarei!

Assim nascido,

Com a Morte não me contentarei.

publicado por Gualter Ego às 23:51 | link do post | comentar