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Esclareçamos: a mulher sabe exactamente o que é. Ergo, por sabê-lo, usa todo o arsenal de armas bucólicas, traçadas em linhas de erotismos vãos, serão para uns, para outros mão direita, a favor próprio. Se, de facto, houvesse uma guerra entre estes dois lados que se anulam mutuamente, o vencedor seria a mulher. O homem tem a infeliz aptência de se tornar poeta.

Lugar-comum seria este lugar, a carnadura dos intervenientes da acção é exactamente igual a todas as outras, exceptuando em aspectos que cabem aos sentidos, a matiz, a textura, o calor, e o verbo é fornicar. Fornique-se, aqui, pela primeira vez.

Perdeu-se ali um homem, preso na memória perpétua da mulher que rompe com cuidados de altar, afagando-lhe os peitos em visível prazer, talvez, quem sabe, fossem os primeiros, tanto anos sonhava com eles, ofegando a bom ritmo, ao ritmo em que a ia enchendo de mácula. Aquela dor era um rito, o prazer do homem, rapaz, em verdade vos digo, era uma ilusão. Desde que o homem se lembra que isto se faz, sempre foi feito, tantas vezes quanto respirar, mais necessário que água para o céu-da-boca, mas naquele momento nascia uma mulher, ficava marcado um homem.

Nem todos querem ser cativos de mulher, correntes que são olhares desviados em direcções celestiais, do desdém fazem-nos elas suar e implorar, mas o homem foi ungido, banhado, seu próprio carrasco, alforge de venda nos olhos, não há como lhe fugir. Tu, meu menino, que foi teu desejo pecaminoso que aqui te trouxe, agora estás, com todo o respeito que eu tenha por ti, teus pais ou avós, fodido; sangue de virgindade é água de baptismo.

publicado por Gualter Ego às 01:09 | link do post | comentar | ver comentários (2)