Domingo, 28.11.10

A sorte na morte.

Navegar ao sabor da corrente,

Nas marés de tão triste e vazia gente:

Antes a morte,

Que tal sorte.

 

Minha tristeza é diferente,

Não deita lágrimas por quem mente.

Escreve no papel, em rima quente,

O que olha e não sente.

 

Toda esta frieza há-de matar,

Este corpo que teima em tardar,

O triste fado que lhe foi ditado,

Perecer, não parecendo conformado.

 

Antes a morte,

Que tal sorte.

publicado por Gualter Ego às 20:58 | link do post | comentar
Sábado, 27.11.10

Repetição escarlate

Perante o sangue escarlate,
Que por ti foi derramado,
Calou-se o mundo, abismado,
Ao ver amor tão encarnado.

Se te conheço no fundo do copo,
Dor de alma que aquece a garganta
Do coitado apaixonado que canta
Conheço a poço dos teus olhos,
Que não é mais que a dor das minhas noites.

 

E a noite congela o ar,
A humidade e os homens que dele vivem.

Meu coração está congelado há muito tempo;

Resta-lhe amar por amar.

publicado por Gualter Ego às 19:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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