Sábado, 27.11.10

Repetição escarlate

Perante o sangue escarlate,
Que por ti foi derramado,
Calou-se o mundo, abismado,
Ao ver amor tão encarnado.

Se te conheço no fundo do copo,
Dor de alma que aquece a garganta
Do coitado apaixonado que canta
Conheço a poço dos teus olhos,
Que não é mais que a dor das minhas noites.

 

E a noite congela o ar,
A humidade e os homens que dele vivem.

Meu coração está congelado há muito tempo;

Resta-lhe amar por amar.

publicado por Gualter Ego às 19:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Uma história.

Estou crucificado, no alto da cruz, na ponta da minha própria Gólgota, pregado às tábuas pelas mãos e pelos pés, queixo alto e peito ao sol. Estou vivo, mas aparento estar morto, ou então sou um morto que aparenta estar vivo. As chagas ardem-me na poeira do vento. A boca seca como papel e os lábios rebentados do sol tornam este retrato ainda mais penoso de figura; tudo o que quero é dormir.

De súbita, uma mosca impertinente poisa no meu nariz.

E foi esta a breve história da minha relação com o resto do mundo.

publicado por Gualter Ego às 03:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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