Sábado, 20.11.10

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publicado por Gualter Ego às 18:52 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Tens razão.

Podia escrever-te uma carta,

Mas tenho as mãos demasiado frias:

Pudesse um Lá sustenido pintar o teu corpo

E a beleza com que sorrias.

 

Para sempre, dentro e fora do meu peito,

Cabelos teus poisados em lado nenhum.

Uma flor, um amor-perfeito;

Um fado cantando um corpo cru

 

Os meus pés não medem quanto falta até chegar,

Porque o que lhes dá paz é caminhar.

Nenhum lugar é minha cama,

Porque lugar nenhum me pode bastar

 

Amansaste a fera que em mim vivia

Com um olhar que ninguém via.

Aqueceste-me o coração, pedra dura e fria,

Acendeste de novo o fogo que em mim morria.

 

Ao teu lado, o pecado é sagrado.

Heresia é não possuir cada pedaço de ti.

Lamber o teu calor, com divino agrado

Fazer-te, hoje, de novo, nascer em mim.

 

Fim.

publicado por Gualter Ego às 18:22 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Contraste.

Os lençóis, onde me suspiras,

Manchados de sangue; contraste,

O encarnado e o branco, um anjo,

O fogo de quem amaste.

publicado por Gualter Ego às 00:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)

00

É meia-noite cinquenta e dois.

Perdão; cinquenta e três.

Está a chover.

Achei que gostasses de saber.

publicado por Gualter Ego às 00:52 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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publicado por Gualter Ego às 00:50 | link do post | comentar
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