Domingo, 17.10.10

Um homem também sonha.

Tenho a carteira vazia,

No bolso do casaco de flanela;

Prometi-lhe um vestido,

Se esta noite sonhar com ela.

 

E um slow regado a vinho tinto,

Com velas acesas e fumo de cigarro

Rodopiando até ao tecto,

Dançando com o corpo que agora agarro.

 

A cama dela é quente,

Os lençóis e a sua pele, imaculados,

Aqui, debaixo dos lençóis, na sua pele,

Todos os meus crimes são perdoados.

 

Depois, acordarei, atordoado:

Não a terei ao meu lado, para me aquecer.

Vestirei o casaco de flanela,

E regarei a goela com vinho tinto, para esquecer.

publicado por Gualter Ego às 22:09 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Boa noite.

Idolatrem as minhas feridas abertas, venerem todas as minhas úlceras e as minhas chagas infectadas e o pus que delas sai esguichando.

Deliciem-se com o sangue da minha pobre e insignificante maneira de existir.

Prova, não tenhas medo; asseguro-te que a minha carne é fresca.

publicado por Gualter Ego às 19:58 | link do post | comentar | ver comentários (2)

...

Sure as I'm breathing, sure as I'm sad, I'll keep this wisdom in my flesh.

publicado por Gualter Ego às 19:57 | link do post | comentar

Avó.

Se o corpo não resiste,

A memória não persiste,

Tira-lhe Deus a vida, aos poucos,

Tornando os olhares, os gestos, loucos.

 

Quem viveu a vida de tal forma,

Vivendo da terra e da água,

Não merece tal triste fim,

Cessando na ignorância e na mágoa.

 

publicado por Gualter Ego às 19:21 | link do post | comentar | ver comentários (4)
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