Domingo, 10.10.10

Olhares.

Da imensa dor que lhe apertava o corpo, tirava apenas as memórias. O vento que se tinha posto, fazia o seu cabelo pairar por momentos, em tiradas bruscas de ventania, arrepiando a pele que a blusa quase transparente não cobria. Olhou-o nos olhos e começou a correr em direcção à falésia. Lá em baixo, não lhe esperavam as ondas bravas de um mar azul-escuro, enraivecido. Apenas pedras. E, desta história, não sobraram nem sequer as reticências do olhar inacabado, trocado em desespero.

publicado por Gualter Ego às 23:57 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Infância.

No meu crescer, anunciamos senhor a vossa morte, mé é uma onomatopeia, uma quê?, senhora professora, uma onomatopeia; e, com uma mochila quase maior que eu, corria atrás das gotas da chuva, saltando e caindo, na erva molhada, depois de sair da escola, até chegar a casa, comer a sopa, queimar a língua e adormecer; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.

publicado por Gualter Ego às 16:39 | link do post | comentar | ver comentários (4)
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