Quarta-feira, 15.09.10

Vulnerabilidade.

A beleza das palavras, está no poder da vulnerabilidade, espelhada nelas mesmas.

Para um poeta, toda a dor que se consiga sentir, todo o amor que se consiga linchar, resulta em poder. Um poder implícito, sim, mas que o faz esboçar um sorriso, ser maior e mais alto.

publicado por Gualter Ego às 21:29 | link do post | comentar | ver comentários (5)

No fundo, eu nem sei que de nada saberei.

A filosofia é a busca de respostas. Mas a própria filosofia se contradiz, respondendo-se a ela própria com outras perguntas. Procurar na filosofia, é estar a caminho, mergulhar em contradições, à procura de respostas, ou até da pergunta certa, nunca a encontrando. Quem procura nas coisas, filosofia, nunca está parado. Corre, de um lado para o outro, colocando pontos de interrogação na pedras, na água, no céu, obtendo sempre um outro ponto de interrogação, um silêncio constrangedor, talvez aparentemente rude, como resposta. Tal como as relações humanas se podem tornar num ciclo vicioso, é isso que acontece com a filosofia, ininterrupta e infinita. Afinal, o que é a filosofia?


(Oscar Wilde escreveu, "Contradigo-me? Contradigo-me!")


A base do Homem é a interrogação. O Homem procura o conhecimento, sendo, de natureza, um animal curioso e pensante (sendo, talvez, "pensante", a nossa pior característica), na ânsia de se sentir pleno. Pois é maior o que quer aprender, do que o que já aprendeu, não obstante de tudo aquilo em que ele se tornou: um homem falante. Pois serão as perguntas, mais importantes até que as palavras que as formam? Filosofia é nada, sendo a razão que questiona tudo.

 

publicado por Gualter Ego às 21:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Dia mau.

No trivial quente chão que piso, caminhando, sentido o meu próprio peso puxar-me à terra, bate o sol que nada de novo alumia. Como é que eu posso ser mais que um, a soma de tantos, e alguns ser tão pouco?

Cada vez que o sol nasce, nada de novo ele alumia. E o meu brilho, opaco, ofuscado, perde-se na negra atracção da ignorância comum.

"É só mais um dia mau".

publicado por Gualter Ego às 20:23 | link do post | comentar | ver comentários (2)
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