Terça-feira, 14.09.10

Sou artificial, escrita, em prosa.

A beleza de um corpo nu, só o sentem as raças vestidas. O pudor vale sobretudo para a sensualidade como o obstáculo para a energia.

 

- Fernando Pessoa

 

 

Sou artificial, escrita, em prosa, poesia, versos que não sabem rimar, fazendo pouco da própria vida que mal sei viver. Sou o meu próprio alter ego. Heterónimo amedrontado, afastado do corpo que o escreve, cobardemente escrevendo-me na segunda pessoa, cantando o amor, como se alguma vez viesse a saber o que o amor é.

 

Distancio-me do monte de carne execrável pensante que sou; no meu corpo nu, nem tu, meu amor, encontrarias beleza alguma.

Distanceio o pensamento, que me leva em linha recta às curvas do nosso amor. Hoje, só a minha cama me sabe receber.

publicado por Gualter Ego às 19:39 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Espelho.

Havia uma terra, longe daqui, onde não existiam espelhos, onde não haviam rios, ribeiros ou sequer riachos, para que as pessoas pudessem admirar os seus reflexos.

E, nessa terra, não havia nenhum homem ruim, rancoro, deprimido ou depressivo. Todas as pessoas eram felizes.

 

publicado por Gualter Ego às 18:57 | link do post | comentar
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