Quarta-feira, 11.08.10

...

"Choose life. Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television. Choose washing machines, cars, compact disc players, and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed-interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics.

Choose DIY and wondering who the fuck you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing spirit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pissing your last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future. Choose life . . . But why would I want to do a thing like that? I chose not to choose life: I chose something else.

 

And the reasons? There are no reasons. Who needs reasons when you've got heroin?"

 


Quem precisa de razões, pertintentes justificações, ou desculpas convincentes, quando se tem, de forma lúcida, sáudavel, a loucura?

O que mais nos pode tornar diferentes, o que mais nos pode tornar em pessoas menos aborrecidas, menos normais, fazer gritar as necessárias palavras de intervenção, pintar a olho, com os dedos, tanta coisa por fazer, que tem e precisa de ser feita, mudar este mundo, sem querer, esvaziá-lo de rotina, de tempo, de pressa, enchê-lo, ao mundo, de invulgaridades, letras, sons e silêncios, se não a loucura?

Não escolham uma vida perpétua, escolham a vida eterna, não no pão que é carne, mas na carne que é potencial.

Parem de viver, à medida que apodrecem.

 

 

Façam o favor de enlouquecer!

publicado por Gualter Ego às 21:24 | link do post | comentar | ver comentários (6)

Aviso à navegação.

Vai deixar de ser aqui escrita, e lida, essa história de um assassino anti-social e com ataques de ansiedade.

Obrigado e boa noite.

publicado por Gualter Ego às 02:51 | link do post | comentar | ver comentários (3)

A vida aborrecida de um serial killer IV

(...) Dito isto, puxou o cabelo para trás, e, num ápice, agarrou-se ao pescoço da mulher, com a mão direito tapando-lhe a boca, para evitar sobressaltar qualquer alma viva que passeie por aquele parque. Puxou-a, arrastando-a, para trás de uns arbustos densos, ajoelhou-se com ela entre os seus joelhos e tirou o cinto das calças, enquanto ela se debatia, esperneando e, agora, gritando livremente. Mas o ar de Paris parecia intocável e ninguém a ouvia gritar. Passou o cinto em volta do seu pescoço fino e majestoso, tão branco que parecia esculpido a martelo e cinzel, e apertou.

 

Apertou e continuou a apertar, até as suas mãos pararem de o tentar impedir. Ela, agora morta, olhava, sem olhar, lugar nenhum. Noel, passou-lhe a mão pelos olhos, fechando-os, e, com respeito, em jeito de agradecimento, beijou-lhe a testa. Saiu de trás dos arbustos e o parque continuava vazio. Recolheu o seu livro e o livro dela. Para recordação, um par de luvas negras.

publicado por Gualter Ego às 02:50 | link do post | comentar
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