Sábado, 10.07.10

Prazer.

Enquanto caminha pelos cacos do vidro partido da janela, bebe mais um gole de chá de lúcia-lima, sorri e reconhece as pegadas sangrentas.

A dor dá-lhe tesão e já não consegue chorar.

 

publicado por Gualter Ego às 18:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sara V

Também bem pensas em mim, quando não consegues adormecer?

publicado por Gualter Ego às 18:01 | link do post | comentar

Escrito numa folha pautada, fruto do tédio.

Às nossa inúteis lamúrias,

Bebo.

Bebo o trago amargo e ardente,

Da água-ardente;

Sonho o meu sonho demente,

Sonho por ti: doente.

 

Não posso cantar o teu nome,

Mas quando o oiço, ele beija-me.

Como se fosse matéria

E tivesse lábios.

( Disto, não escrevem nem os mais sábios )

 

"... a boca, tardando-lhe o beijo, mordia..."

O meu fado é este:

Não haver palavras suficientes para mim.

Para mim e para falar dos outros, assim,

Em verso.

 

Não sei como há-de alguém

Gostar daquilo que lhes mostro que sou

Mãos frias e coração frio.

O ego, que o elogio alargou.

 

O sono chegou

E o teu beijo teima em tardar.

Uma nova chama se acendeu,

Sofro e deixo-me navegar.

Não vou mais "procurar quem espero".

publicado por Gualter Ego às 15:37 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Amor como nos filmes.

-Queres mesmo fazer isto? - perguntou-lhe ele, ao ouvido, enquanto lhe cheirava os cabelos que lhe acariciavam a cara, levemente.

Ela anuiu com a cabeça.

 

Beijou-lhe o pescoço, atrás da orelha esquerda, passou-lhe as mãos ao longo das curvas e começou a despi-la.

Não havia a sensualidade dos filmes de amor e suspense, nem sequer havia a experiência rotineira, mas havia algo que os acalmava, como se tivessem bebido, de um trago, um copo de whisky, para acalmar os nervos.

 

Tornaram-se um: ela gemeu e encolheu o corpo todo de uma vez, como se um calafrio, meio dor, meio prazer, lhe tivesse corrido o corpo todo, num formigueiro delicioso.

Ele sentia-se extraordinariamente bem. Bem consigo próprio, com o mundo, com aquela transparência de sentimentos e sensações, com a tamanha delicadeza do corpo dela, aquela pureza que ali estava a presenciar em primeira mão.

Aquele corpo começava nele e acabava nela.

Depois, ela adormeceu-lhe no peito, aí sim, como nos filmes.

 

Num acto de desespero, disse, em voz alta, para ele próprio:

 

-Os meus sonhos nunca se vão realizar.

publicado por Gualter Ego às 15:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)
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