Sexta-feira, 18.06.10

A Saramago.

Esta noite, o mundo está mais frio, mais burro, mais triste, mais silencioso e mais pobre.

E eu choro, pelo mundo.

Mas não chores comigo, porque somos nós agora que temos de aquecer o mundo, iluminá-lo, alegrá-lo, revoltá-lo e enriquecê-lo.

E podemos, devemos e conseguiremos.

 

E, aí, escreveremos para quem nos lê, atrás das palavras Dele, numa mistura de vinho tinto, tabaco e sonhos, debaixo do céu estrelado das noites amenas de Junho.

Sonharemos; choraremos, aí, pelo mundo, pelo qual nos atrevíamos a chorar antes de o ter tocado.

 

Brindaremos: à alma, que me dói, ao engenho, à arte e a quem a cria. A nós, e aos nossos, àqueles que nos tocam, àqueles a quem tocamos, tocámos ou tocaremos.

 

Mesmo assim, tocamos mais às coisas que às pessoas, desejando tocar o transcendente e o sublime estado puro de bem-estar criativo, porque vemos com mais olhos, ouvimos com mais ouvidos, tacteamos com mais dedos e sentimos com mais coração.

 

Escutemos os gritos agoniados das madrugadas que não querem as multidões matinais, iluminemos-nos.

publicado por Gualter Ego às 23:07 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Ócio.

Gosto de aproveitar o dia e o sol quente para o ócio mais supérfluo; supérfluo como eu, de dia.

publicado por Gualter Ego às 23:02 | link do post | comentar

Da escrita.

Escrever sobre não conseguir escrever é uma antítese enfadonha, ruidosa e cheia de silêncio, porque o lápis não faz barulho no papel, nem a cabeça faz barulho a pensar, quando o que é escrito, o é com o torpor da obrigação.

 

publicado por Gualter Ego às 22:56 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Inveja.

Eu não tenho ídolos: tenho inveja.

publicado por Gualter Ego às 22:53 | link do post | comentar

Querer.

Destino, sou um joguete nas tuas mãos.

Por que é que me fazes amar mais do que aquilo que posso tocar?

 

Eu só quero escrever.

Alimentar-me das palavras e do doce sabor salgado das lágrimas.

publicado por Gualter Ego às 22:49 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Do Homem.

Daquilo que me tornei, morreu, hoje, um dos cúmplices dessa metamorfose implícita.

Morreu um homem sem duplicado.

Um homem que me ensinou a falar de novo, a escrever de novo.

Morreu, deixando a marca, lembrando-nos que um homem é aquilo que o faz homem e que a imortalidade só se consegue, quando deixamos cá aquilo que conseguimos alcançar, enquanto vivemos, aquilo que criamos, que fazemos.

 

Os génios, fazem-se, pela boca dos plebeus, depois da morte, mas, este homem, sendo mais Homem que génio, deixou o seu legado, a sua obra, as suas palavras.

 

E, às páginas tantas, disse que o único propósito da vida, era a morte.

 

O Mundo ficou um lugar mais pobre.

 

 

publicado por Gualter Ego às 19:26 | link do post | comentar | ver comentários (4)
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