Quarta-feira, 28.10.09

13#

Sou um monte de matéria disforme que pensa.

Sou louco.

Não tenho desculpas, nem justificações.

Não fumo coisas engraçadas, nem sofro de esquizofrenias.

Apenas sou.

Sou uma definição indefinida.

Sou a palavra que não existe.

 

 

 

 

publicado por Gualter Ego às 21:35 | link do post | comentar

12#

 

Apenas a forma mais pura, mais simples, mais impura, mais complexa, mais seca, mais mórbida ou mais violenta de representar sentimentos.

 

Ou então é só a loucura, a heroína ou os sonhos.

Ou alcoól.

 

Ou então a arte são as memórias.

Ou então a raiva. Ou o desespero.

 

publicado por Gualter Ego às 21:26 | link do post | comentar

#11

Mão direita de dedos flagelados

E unhas grandes,

Que não se cansa de fazer as cordas

Vibrar.

 

A mesma mão direita

Que já foi perfeita

E te afagou os cabelos

E te secou as lágrimas

 

A mesma mão direita

Que já foi perfeita

E segurou cartas de amor

Ridículas.

 

Mão esquerda,

Outrora descartável,

Que nunca segurou os teus cabelos

E agora é maestra

Dos meus sons.

 

Sons,

Que enchem o vazio que nunca preencheste.

 

 

publicado por Gualter Ego às 20:15 | link do post | comentar

#10 (ou Tijolo)

17 carteiras em filas de quatro com uma fila de cinco.

17 cadeiras em cada carteira.

16 tijolos sentados de costas direitas.

 

Um deles não é um tijolo.

Um deles não ouve e não escuta aquilo a que se chama de professor.

A esferográfica não escreve, desenha.

A cabeça não absorve informação, sonha.

Os olhos falam, brilham para o vento que sopra lá fora.

 

Não sou mais um tijolo na parede.

publicado por Gualter Ego às 19:48 | link do post | comentar
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