Pulso.

Tenho a cabeça a cair-me,

Antonieta embriagada,

E a alma despega-se do corpo frio,

Corre pelo meu corpo, calafrio,

Tenho o meu corpo a cair-me,

Oh mãe.

 

Temos os nossos demónios,

Temos os nossos erros,

Por tudo o que há, sofremos,

E perguntam-nos porque bebemos...

 

Não sinto os dedos,

Não vejo a Luz,

Vejo, sim, se fecho os olhos,

O meu castigo, a minha cruz.

 

E tudo, tudo,

Vai desvanecer,

Vapor de estar a crescer,

Será a chuva,

Será da gente,

Ora que a chuva cai miudinha,

E a minha gente deixou de me ver.

 

Um pedaço de mim, me dói,

Oxalá, não o sentisse,

Mas se não há dor,

Assim, como quem não sente,

É como se não existisse.

publicado por Gualter Ego às 00:56 | link do post | comentar