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O tocar negro do torpor seco,

Na carne a saltar de sangue,

E de vigor em plenos olhos e sorriso

(Por risos cortada,

E em risos desmanchada),

Baixou-me à terra,

Corpo e alma,

Apagou o lume,

Acalmou a calma,

E toda a luz se fez.

 

Cada corpo, cada tez,

Bate um, dois, é a tua vez;

Roda, vira 3,

Torço e rastejo,

Não me escondo,

Não me vês.

 

Fim triste,

E a pálpebra resiste.

publicado por Gualter Ego às 00:49 | link do post