O sono.

Tenho bom corpo

Para dormir no soalho,

Ou no frio da pedra,

Se é dormir que mais me aflige,

Durmo até no poisio do orvalho.

 

Sono manhoso,

Irmão de morte tão cálida.

Rastejo dentro da carne minha,

Chego-me às dores,

E atiro-me à almofada.

O sono são preparos de bate-bota,

Uma projecção, de tantas, pálida,

Da sorte que nos alcança e nos diz,

- Dorme hoje, que o amanhã te quis.

publicado por Gualter Ego às 01:35 | link do post