A amor.

O amor é a puta da poesia. Nobre encabeçado sentimento de veludos, encarnados e misturas de suores, perdição e redenção. Puxa daqui, dá de além, vai de um trote, vem em investida, ai que doce amor que tanto me dói a alma fria, quente por quem me apaixonei.

E assim se ama, sem se achar, até que um dia se acabam as forças e as vontades. Em verdade vos digo, como dizia Cristo, tanta é a fome de liberdade do cativo, que se vai queixar do frio nos pulsos, quando lhe tirarem as algemas.

Isto são só algumas noções de quem não tem interesse em dizer o que quer que tenha para dizer, e apenas se acha digno de se ouvir falar por saber escrever.

publicado por Gualter Ego às 23:12 | link do post | comentar