Dans une vie miseráble.

Chamemos-lhe

Uma aparição,

Que desceu por mim

A estranheza e a razão.

 

Até onde pegam

O quão longe peguem os meus dedos,

Não saberei se querei tocar,

Em mais que não sejam ansiosos medos.

 

E a chuva, que lá fora cai,

Sei eu bem que faz por cair.

E a tristeza, que cá dentro se arrasta,

É uma infeliz inspiração nefasta.

 

Que alguém me corte os dedos,

Que alguém me arranque a língua,

Impeçam-me de escrever tais enredos,

Que mais não seja por respeito a quem me pariu.

publicado por Gualter Ego às 02:10 | link do post