Olá.

Olá?

És tu que vens comigo neste comboio?

Vamos, então, de mão dada.

 

Nos bolsos, quase nada.

Umas moedas trocadas,

E o tostão furado da fome que tenho.

 

Vamos sem sequer chegar a partir,

Porque lá chegar não implica ir.

 

Esse Jorge de quem falas,

Tinha mãos de pianista?

Acho que sei quem ele é,

Tal como eu é masoquista

E mais quer ser desenraizado,

Que ir embora e ser consumado.

publicado por Gualter Ego às 03:42 | link do post