Alice, no país do faz-de-conta.

Alice,

Sei que talvez adormeceste.

Mas esse país em que,

Por momentos que seja,

Tu viveste,

É tudo fruto da droga,

Que na mesa de cabeceira dos teus pais,

Tu roubaste.

 

E nem achaste,

Que tal furto seria imoral,

Nem que a droga te traria sonhos tal:

Um coelho que abusa do café

E uma lagarta que vai fumando o ópio

Das tuas alucinações,

Alegres ilusões.

Porque és loira,

Vestes vestidos de renda

E uma fita no cabelo.


Nunca saberás o que é querer um homem

E, por fim, por seres tão pequena,

Querê-lo,

Amá-lo

E fodê-lo.

publicado por Gualter Ego às 01:18 | link do post | comentar