A sorte na morte.

Navegar ao sabor da corrente,

Nas marés de tão triste e vazia gente:

Antes a morte,

Que tal sorte.

 

Minha tristeza é diferente,

Não deita lágrimas por quem mente.

Escreve no papel, em rima quente,

O que olha e não sente.

 

Toda esta frieza há-de matar,

Este corpo que teima em tardar,

O triste fado que lhe foi ditado,

Perecer, não parecendo conformado.

 

Antes a morte,

Que tal sorte.

publicado por Gualter Ego às 20:58 | link do post | comentar