Pela garrafa.

És a perfeita contradição

Em que todo o pintor se perderia,

Por quem todo o eterno poeta beberia

Aguardente, para acalmar o sonho demente

De te ter, paixão doente.

 

E por não saber com que olhos te olhar

Vejo-te em meus sonhos sem te conseguir tocar.

 

Soubesse eu, ao menos,

Em que copo te beber,

É que esta noite não pára de chover,

E eu teimo em querer fazer o meu coração parar de bater.

 

Deixemo-nos de fatalismos irreais,

E entreguemo-nos às paixões surreais:

Bebo-te pela garrafa.

publicado por Gualter Ego às 00:06 | link do post | comentar