Sufixo biográfico pessimista a quatro tempos.

Copo cheio,

Adia as minhas chagas.

Tristeza, senta-te aqui, à minha beira,

Esta noite és tu que pagas.

 

Num trago, todas as dúvidas,

Na histeria da alma pequena.

Depois nasce o Sol; sobriedade:

Maravilhosa esquizofrenia serena.

 

Se esvaziar a garrafa nos aquece o corpo,

Nos afoga o ego e acorda a poesia,

Enche-me, tu, mais um copo,

Amor-ódio, amor-combate, melancolia.

 

Em pleno sadismo, doce apatia,

Bebo a todas as rimas que não te escrevia.

Tanta crueldade aguenta este corpo cansado,

Que chora pelo eu emancipado.

publicado por Gualter Ego às 21:57 | link do post | comentar