Um homem também sonha.

Tenho a carteira vazia,

No bolso do casaco de flanela;

Prometi-lhe um vestido,

Se esta noite sonhar com ela.

 

E um slow regado a vinho tinto,

Com velas acesas e fumo de cigarro

Rodopiando até ao tecto,

Dançando com o corpo que agora agarro.

 

A cama dela é quente,

Os lençóis e a sua pele, imaculados,

Aqui, debaixo dos lençóis, na sua pele,

Todos os meus crimes são perdoados.

 

Depois, acordarei, atordoado:

Não a terei ao meu lado, para me aquecer.

Vestirei o casaco de flanela,

E regarei a goela com vinho tinto, para esquecer.

publicado por Gualter Ego às 22:09 | link do post