Olhares.

Da imensa dor que lhe apertava o corpo, tirava apenas as memórias. O vento que se tinha posto, fazia o seu cabelo pairar por momentos, em tiradas bruscas de ventania, arrepiando a pele que a blusa quase transparente não cobria. Olhou-o nos olhos e começou a correr em direcção à falésia. Lá em baixo, não lhe esperavam as ondas bravas de um mar azul-escuro, enraivecido. Apenas pedras. E, desta história, não sobraram nem sequer as reticências do olhar inacabado, trocado em desespero.

publicado por Gualter Ego às 23:57 | link do post | comentar