Essa tua fome

Essa tua fome,

Que te atormenta o toque e a voz,

Talvez não seja mais que a poesia

Que há entre nós

 

Essa tua fome,

Em que partes sem trancar a porta,

Correndo atrás da mão

Que já não te conforta.

 

Essa tua fome,

Que te arranha a sanidade,

Te desfaz a pele e os lençóis, de noite,

Na procura de uma outra fogosidade.

 

E nada pode fazer a minha voz,

Perdida na inocência.

Nada pode tocar a minha mão,

Desconfiando a minha existência.

publicado por Gualter Ego às 23:18 | link do post | comentar