Amor clandestino

Não sou mais teu analgésico,

Não sou mais o fumo do teu cigarro.

Nem tu és mais punheta antes de dormir,

E quando te canto já não puxo o catarro.

 

Não julgues que há ódio

Dentro de mim,

Porque todo o meu amor,

Eu espalhei por aí

 

Em cada esquina um verso

Em cada rima o inverso

Se a solidão me enlouquece

E o teu corpo, tão longe, não me aquece

 

Que acabe o mundo, a vida e a fé

Que o futuro nada mais que nós ele é

Assim me matas, sem pudor

Sem sentir de ti o velho calor

 

Se nos achas proibidos,

Se me dizes corrompido

Voltemos a respirar o mesmo ar,

Entre o estar longe e o beijar

publicado por Gualter Ego às 21:53 | link do post