Ao pó.

Não se vê, nas larvas, o luto, de quem presta homenagem ao que cessou, a quem morreu. Vês sim, nas larvas, a fome de carne falecida, empodrecida. Paras elas, reduzidos ao todo pouco que somos, seremos todos iguais: alimento, festim, banquete. A madeira do nosso caixão, inquestionável tradição funerária, atrito ao seu apetite voraz. Ao pó, vamos, porque do pó viemos, filhos da lama, feitos de barro, carne fria e fraca, que se perde nos olhares mais convidativos.

Não importa como viveste, nem como morreste, no fim, és comida de insecto.

publicado por Gualter Ego às 01:52 | link do post