E agora?

Há uma batida demoníaca, que martela a minha cabeça, ao ritmo dos meus passos. Neurótica, demente, misturada com uma voz de anjo, dourada e prateada, acomoda as minhas chagas, na força da melodia rude e suja.

Já não se faz música, poesia, amor ou ódio, deste corpo que cheira a mofo.

 

Há uma gota de sangue, que se aventura nos braços da gravidade.

E agora?

Agora o chão está sujo e os meus olhos só vêem um grande ponto de interrogação, lá ao fundo, escondido da linha do horizonte.

Fuma-se mais um cigarro...

 

publicado por Gualter Ego às 03:03 | link do post | comentar