Meu amor.

Meu amor, que as tuas palavras mais insensatas, menos pensadas, com certeza, me linchem o coração, como facas, posso eu bem. E pode, ainda mais, este pedaço de carne, osso e olhos, que é corpo. Mas algo rasga a minha alma, nestas noites quentes e solitárias, que pedem a mistura dos suores e das salivas. É a agonia, a saudade que sinto de ti, contorcendo-me nos lençóis, procurando-te.

És vício.

E, como todo o vício, matas.

Pesam-me, agora, as pálpebras.

 

Boa noite.

publicado por Gualter Ego às 20:07 | link do post | comentar