Respirar.

Preciso de alguém que abrande o meu mundo.

 

Perco toda a formalidade do meu discurso, neste ritmo controlador dos ponteiros que rodam e rodam e rodam, tic, tac, tic, tac, até não conseguir aguentar mais esse bater.

Perco os adjectivos, os substantivos, as metáforas e os versos escondem-se no inverso daquilo que eu canto, em verso.

 

Estou cansado, profundamente cansado, de respirar.

publicado por Gualter Ego às 15:38 | link do post | comentar