I got bugs in my room.

Sobre a luz fraca do candeeiro da mesa de cabeceira que alumia a careca do Santo António, que lá está com o Menino ao colo, olho o meu tecto.

Pelo meu olhar passam insectos a voar, em direcção às quatro paredes, meio perdidos, concerteza. Eles não pertencem aqui, foram chamados pela luz do meu candeeiro e, no caso dos mosquitos, pelo calor do meu sangue doce. Espelho-me, em certa parte, neles.

Bzzzz. Bzzzz.

 

 

Não estou no sítio certo.

Não estou no sítio certo.

Não se bebe uísque por copos de papel.

Não pertenço aqui.

 

E os insectos não param de voar por cima da minha cabeça.

Bzzzz. Bzzz.

 

 

"And now the question's:
Do I kill them?
Become their friend?
Do I eat them?
Raw or well done?
Do I trick them?
I don't think they're that dumb
Do I join them?"

 

Bzzzz. Bzzzz.

 

publicado por Gualter Ego às 21:12 | link do post | comentar