Ego maximizado.

Sou a tua regra e a tua cura.

Sou uma excepção, és a minha doença.

 

És o calendário e os degraus e os ponteiros do relógio e o problema é que viver sem isto tudo é difícil.

 

És a erva molhada e a manhã fria.

E os olhos que acabaram de acordar e o cobertor que me devia aquecer, nestas noites longas e frias.

 

Sou o preto do teu branco: o cuspo no chão de madeira.

Sou o vazio, a liberdade, um rapaz de braços abertos e com frio nas orelhas.

Sou a minha própria sepultura; és a borboleta que pousa na lápide e descansa.

 

Todos morremos. Beijos, João.

 

 

 

publicado por Gualter Ego às 21:29 | link do post | comentar