Os homens morrem deitados.

 

Os homens morrem deitados
Eu morro em pé
Tu lanças os dados,
Eu perco a fé
 
A chuva fria,
Molha-me a pele quente
A manhã vazia,
perde-se no teu corpo ardente
 
És o cabelo no prato;
Água fria num banho de Inverno
És o som ingrato,
E o olhar paterno
 
Sou a lenha que crepita na fogueira
Sou derradeira aventura
Sou tudo e nada,
eterna queimadura.
 
Somos o caos por decifrar
Somos uma puta na beira da estrada
Somos a passa por dar,
somos a imagem parada.
 
O beijo por dar
A melodia encantada
A pele por tocar
A erva fumada.
 
 Há o céu, as estrelas,
Os sons e o mar
Eles e elas,
o par e o impar
 
Toco pra ti todo nu
Na floresta
És um pedaço de mim
O pedaço que resta

 

 

Não digas a ninguém,

 

Eu quero-te beijar.

publicado por Gualter Ego às 20:42 | link do post | comentar