Noite.

Não sei como se dança ao som de blues, mas nós assim o fizemos.

Descalços, à luz das velas, rodopiávamos pela sala, acompanhados pelo Lee Hooker.

O vinho tinha-te já subido à cabeça e despias-te, enquanto me beijavas o pescoço e me passas as mãos pelo peito.

Fizemo-lo ali.

Acordámos e fumámos, juntos, um cigarro perfeito, se é que algum cigarro pode ser perfeito.

Depois bebemos café. (E, meu amor, o café nunca me tinha sabido tão bem.)

 

 

publicado por Gualter Ego às 22:05 | link do post | comentar