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Certas vezes vem-me à ideia que a minha vida não foi feita para mais que um triste escanhoar de barba, sempre de contra-mão, sempre contrariado, toda a hora insatisfeito, o enredo de um daqueles romances tristonhos que vinham por fascículos, quando a história aquecia acabavam-se as palavras e tinha que se esperar às vezes três-quinze-dias para retomar a linha de prosa. Triste ladainha é a vida (a minha, que da vossa não saberei nem quero fingir que sim), que não chega a triste o suficiente para se tornar em engenho poético. Triste, triste.

publicado por Gualter Ego às 22:39 | link do post | comentar