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Li, num periódico de beatas,
Que é do estrume mais putrefacto
Que nasce a mais bela flor.
E querem convencer-me disso;
Que é do nojo que nasce toda a beleza;
Que mais bonito é aquele raio de sol
Que resvala na merda;
Pois bem, mas não sou estrume nem lírio,
Antes aquela mosca que vedes, incerta e tonta,
Comendo de onde sabeis, com o regalo de sempre,
Com a resignação genética dos pobres,
Quedando-se, tosca e repastada,
À mercê de um estalo certeiro.

Dobra a meia-noite.

publicado por Gualter Ego às 15:18 | link do post | comentar