Como os cães.

Considero a comunicação verbal - vulgo diálogo - não um sinal de evolução positiva, que nos distingue de todos os restantos membros do reino animal, mas um sinal de preguiça. Não sou anti-palavra-falada, sou contra facilitismos, aprendi a falar, falo bom português e orgulho-me disso, mas há demasiadas coisas que ficam presas entre o coração e a língua, como que um refluxo gástrico.

O discurso humano, que tem como base a consciência, não difere especialmente dos latidos de um cão ou dos monólogos de um papagaio que repete o que houve.

Afinal, tem assim muito mais classe passar água de colónia, piscar um olho e mentir que se tem um pénis grande, que mijar hormonas para uma parede ou cheirar o cu de outrem? Não creio. A intenção é e será sempre a mesma, perpetuar a raça, humana ou canina, ou pelo menos treinar para isso.

Seja como for, alguém acaba sempre fodido.

 

É por isso que não acredito na comunicação verbal.

publicado por Gualter Ego às 20:52 | link do post | comentar