Ex máquina.

A terra é a mesma e algumas mãos, embora nela já não se sujem e a ela não entreguem todo o suor que têm, por falta de força ou de vontade, por incapacidade ou senilidade, também. Mas os interesses são diferentes. Com os interesses mudam-se os tratos, os rótulos, os olhos e os vocabulários e criam-se barreiras.

Temo que já não haja muito que contar, neste mundo pejado de fins-de-mundo e realidades virtuais reduzidas, sentimentos patéticos contrafeitos, sinistras demonstrações emocionais em zersos e uns que só a Máquina traduz. Temo que o passado seja a única porta para o futuro.

 

Nenhuma dor é genuína e toda a fome é apetite.

 

Viver assim é beber água quando não se tem sede.

publicado por Gualter Ego às 23:08 | link do post | comentar