Carta Aberta

Artigo 19.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

 

Nasci num país que não merece a língua que fala, apodrecido por meio século de inércia intelectual e pelo medo da morte que alimenta crenças acéfalas e primitivas.

Não tenho nada contra ninguém, nem guardo rancor nem sinto ódio de pessoa alguma. Sou imparcial em tudo, a tudo e para tudo.

Não me vou calar em respeito a falsos moralismos e valores rançosos, nem vou deixar de falar aquilo que penso ao abrigo de uma mentalidade submissa que se acha protegida pela mão de um Deus que pode lá não estar.

Dou, portanto, o benifício da dúvida. Isso pode ter vários nomes: agnóstico, preguiçoso, anarquista, etc.  Por não ter crença nenhuma nem pouco isso me apoquentar, não sou ateu da crença dos outros.

Respeito o humanismo cristão e a mensagem de igualdade, liberdade e fraternidade e julgo-os a base de uma sociedade equilibrada. Respeito os ritos, os rituais e todas as manifestações de fé.

Tenho a minha palavra e a minha voz como os bens mais sagrados que me deram, depois da vida, por isso compreendam que não me vou calar em prol de meras pregações de valores egoístas.

Sonho com um Estado laico, igualitário, livre e justo. Lembremo-nos que o 25 de Abril não é só um dia que não se trabalha.

O Homem é o seu próprio deus.

 

 

Obrigado.

publicado por Gualter Ego às 16:37 | link do post | comentar