Funerais.

Tocaram os sinos da aldeia,

Debaixo de uma chuva forte,

Tocada a vento.

Pairava um cheiro a desalento.

 

Foram dois toques de defunto,

Defunto macho, pelo jeito do eco dos sinos

E todos os velhos homens da aldeia pensaram assim:

- Quem terá sido o filho da puta sortudo

que se foi antes de mim?

 

- Que insolência,

Aposto que morreu só para fazer pirraça,

Assim eu vou ao funeral dele,

E ele não vem ao meu.

publicado por Gualter Ego às 01:48 | link do post | comentar