Objecto quase.

Foge, foge, que aqui há coisas.

"Aqui há coisas!", dizem as letras negras cursivas, no fundo de amarelo sóbrio. Que presunção tamanha é a deste letreiro, que toma como certo haverem ali coisas. Aqui, digo, ali, acontece haver coisas, é o torcido verbete da palavra a esticar-se aos objectos. Se há coisas, e se por essas coisas haverem lhes chamemos objectos, e ocuparem um espaço, então há coisas, sim, da mesma maneira que eu não sou coisa e sou dúctil e maleável como um fio de cobre, sou um objecto quase.

Foge.

publicado por Gualter Ego às 21:38 | link do post | comentar