As lobas.

Quanto à senilidade das palavras, é nos gestos que se mostram os restos de humanidade que ainda possa haver no coração de alguém com o destino mais traçado que à nascença.

 

- Estás um bonito rapaz.

- Estou?

- Tu guarda-te...

- Guardo-me de quem?

- Delas, das lobas...

 

E sorriu e apertou-me a mão e eu apertei-lhe a mão e sorri-lhe em complacência, como que lhe dizendo telepaticamente, que, ó vó, como é que consegues sempre adivinhar o que há de mal com o teu menino?

publicado por Gualter Ego às 20:50 | link do post | comentar